quinta-feira, 5 de março de 2009

Saneamento de lágrimas

O menino nem notou munha presença. Enfiado naquela poça d'água, chorava calado enquanto se lavava dentro de um buraco no meio do asfalto, no centro da cidade. Ficava difícil compreender onde as lágrimas começavam e a água acabava, ficava difícil de ver oque era a lama e oque era a vida...



...Depois ele meio que me viu, eu paguei uma grana por ele existir e fui embora esquecendo de tudo.

Um comentário:

Gabriel Borges disse...

pagamos para deletar de nossas mentes aquilo que não queremos... aja terapia para tanta culpa no mundo!
frequentemente me pego nesta situação!